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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Abismo

ideiasdoatlante
Porque entre os teus lábios profanos
nasce a loucura que me devassa a vontade,
eis os labirintos de volúpia onde me perco
em busca de promessas de amor.
Mas nesse abismo sensual,
colho o teu silêncio também,
porque as palavras que nunca me dirás
guardam os segredos que eu quero ouvir.quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Perdidos
Eu podia adormecer no teu sorriso
como quem morre de espanto,
e cair no teu silêncio,
povoar os teus sonhos,
talvez.
Eu podia seguir os teus passos
no rasto das estrelas
como pássaro nocturno e predador.
Eu podia cair no teu corpo
como amante ensandecida.
Abrir-te o coração e
saciar o meu desejo de nós.
Mas enquanto eu me perco no poema,
Por onde te perdeste tu de mim?
Etiquetas:
Paixão;,
Tu; poema; por dentro do poema
domingo, 24 de janeiro de 2010
Cruel
Vou pegar fogo à tua alma
E desfazer em cinzas todas as tuas crenças.
Vou conquistar o teu mundo
E expulsar-te do paraíso insosso em que te escondes.
Levar-te-ei com Legiões de mim
Ao mais escarlate inferno dos sentidos.
Com pura malvadez
Te seguirei.
Tragicamente tua
Far-te-ei obedecer.
Não questiones o teu destino.
Não me desafies.
Estou a teus pés
Como tigre manhoso
Aguardando a hora fatal da caçada.
Cruelmente, és meu.
Escrevo promessas no sangue desvairado
que hei-de misturar com o teu num sabat de paixão.
Com gritos de amantes te abrirei o seio
E farei do teu peito a minha casa.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Fechar-te a boca
Hei-de fechar-te a boca com um beijo.
Calar-te com o silêncio das línguas que vagueiam
Na indecência da tesão.
Não mais palavras
Senão gemidos.
E o espanto dos amantes.
Despir-te-ei, corpo e alma
Com a minha boca e
Desvendarei todos os teus segredos.
Hei-de invadir-te com o meu silêncio
E deixar apenas que nos incendeies.
Não mais espaço entre nós
Senão o fogo dos que se procuram.
Deixar-te-ei livres os olhos
Para que me procures na tua senda,
E exausto do pó dos caminhos
Possas sempre regressar
E descansar em mim.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Desvario
Gosto quando os teus olhos vêm em voo picado sobre os meus,
Desafiando a gravidade, a moral, e todas as regras que os homens,
e Deus,
Impuseram a si mesmos.
Gosto da tua boca invasora
Que chega de mansinho, como uma pomba e
Me devora viva, qual abutre em festim solitário.
Gosto do desvario do teu corpo,
ensandecido e incendiário,
bailando sobre o meu.
Gosto quando me abres o seio e
vens saciar-te no meu coração.
Gosto dos teus gestos puros de vampiro,
Que me acendem o sangue e a paixão.
Gosto das tuas mãos rasgando a minha pele
Como a quilha dum barco que sulca o rio,
E do uivo das tuas entranhas no êxtase do cio.
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