Mostrar mensagens com a etiqueta Saudade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saudade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de abril de 2012

As tulipas de minha mãe





Minha mãe gostava de tulipas.
Amarelas.
Ou talvez brancas.
São tristes as tulipas,
como era a minha mãe.
Corolas vergadas
pela breve vida,
tão pesada.
Porque choram as tulipas
como chorava a minha mãe?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Nada mais




E do amor
nada mais resta
senão um dia de Janeiro
frio e surrealista
em que acreditei
que vivia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A luz do meu dia


emphaticperspectives


Deixa-me ver o dia
com os teus olhos,
beber na fonte da tua boca,
colher do teu corpo
a líbido silenciosa.
Deixa-me as tuas mãos
fortes e sábias
e o silêncio rude
dos teus passos.
Deixa-me a tua
sombra esquiva
e a embriaguez soberba
com que bebes o mundo.
Deixa-me ver com
teus olhos,
para perceber
se já anoiteceu
ou se foste tu quem
roubou a luz do meu dia.

A vida numa parede


Spiderpic


Escorrem lembranças na parede da minha sala,
onde luzem as fotos dos já-idos.
A luz dos seus olhos pereceu
mas a alma lhes ficou naqueles retratos,
para iluminar as noites perenes de saudade.
E há entre eles uma moldura vazia
que me há-de acolher quando me for
e a alma se me tornar noutro luzeiro
na parede duma outra sala.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saudades














Tenho saudades do tempo em bastava ter saudades p'ra te ver.
Tenho saudades das saudades que sentia.

De que me serve agora ter saudades,
se não são saudades de ti,
mas das saudades que podia?
Não, estas não posso, amor, não as posso ter!
Porque são saudades das saudades que sentia,
e do tempo em que bastava ter saudades, p'ra te ver.

Saudades podia...